Evento online e gratuito convida para o debate: racismo, inclusão e diversidade

Profissionais da administração pública, iniciativa privada, organizações da sociedade civil e coletivos debatem a importância da diversidade e da inclusão em instituições culturais

EVENTO CONVIDA PARA DISCUSSÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE PESSOAS PRETAS NA GESTÃO CULTURAL

Em busca de promover diálogos para aumentar a construção de agendas culturais com participantes negros, o encontro “Enegrecer a Gestão Cultural” convida para um debate online e gratuito, nos dias 10 e 11 de novembro no canal YouTubehttps://www.youtube.com/c/EnegreceraGestãoCultural. Os dados abaixo mostram a importância da discussão.


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Segundo a Associação Brasileira de Ongs (Abong), no Brasil existem pouco mais de 781 mil organizações civis em atividade. Quase 15% delas atuam em arte e cultura. As mulheres constituem a maior parte da força de trabalho empregada: são 6.663 nas OSs e 28.376 nas OSCIPs. Pouco mais de 53 mil OSC (organizações de sociedade civil) mantêm vínculos empregatícios. E 46,14% das pessoas que atuam em ONGs e associações da sociedade civil são negras e pardas. Enquanto os homens brancos têm a maior participação (44,92%) na faixa dos salários mais altos (mais de 20 salários mínimos), as mulheres negras são a maioria nas faixas que representam os menores salários (entre meio e três salários mínimos). 

Para fomentar as conversas e colocar em evidência a necessidade da promoção de agendas e ações para a modificação deste cenário, nomes conhecidos que lutam pela causa fazem parte da programação. 

Serão 18 participantes, 9 horas de conteúdos e 4 eixos de discussão a seguir: 

1 – Estrutural, Institucional e Individual – que racismo é esse?; 

2 – Diversidade e Inclusão = Proporcionalidade e Integração?; 

3 – Capitalismo stakeholder e a Economia Criativa – quais são as partes interessadas? 

4 – Descentralização, democratização e as insurgências periféricas na cultura. 

O evento é uma produção da Ponte Agência de Cultura – que colabora com o enegrecimento da gestão cultural e conta com a parceria do Memorial Minas Vale | Instituto Cultural Vale.

Alguns nomes que participam das mesas de debate:

  • Coordenadora de Diversidade e Inclusão do Instituto Moreira Salles de SP – uma das maiores Instituições Culturais do Brasil, Viviana Santiago;
  • Deputada Estadual (PSOL) Andreia de Jesus, lutadora negra feminista e presidenta da Comissão de Direitos Humanos da ALMG;
  • Diretor Executivo do JP Morgan e atual Diretor do Pacto pela Promoção da Equidade Racial, Gilberto Costa (Giba);
  • Diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB-BA), Renata Dias;

Mais informações e programação oficial: www.instagram.com/ponteagenciadecultura

Programação completa:

Enegrecer a Gestão Cultural

10 e 11 de novembro

Enegrecer a Gestão Cultural é uma iniciativa que busca promover diálogos entre pessoas, organizações da sociedade civil, empresas e governos na construção de agendas sobre o enegrecimento de instituições culturais. Ela acaba de nascer e sua primeira ação será a realização do Encontro – Enegrecer a Gestão Cultural nos dias 10 e 11 de novembro para discussões com profissionais de diversas áreas sobre o tema.

Abertura – 10/11 às 9:30

Andreia de Jesus (MG) – Andréia de Jesus é educadora infantil, Advogada Popular, Deputada Estadual (Psol-MG) e, Presidenta da Comissão De Direitos Humanos da ALMG.

Renata Dias – Diretora Geral Fundação Cultural do Estado da Bahia (BA) – 41 anos, natural de Salvador, filha de Afonso e Jamilda, irmã de Breno e de Turan, mãe de Carina.  Graduada em Comunicação Social com Habilitação em Relações Públicas pela Universidade Salvador, especialista em Marketing Organizacional, Mestranda em Comunicação na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Reúne experiências profissionais no âmbito da Comunicação Institucional e da Gestão Pública. Atuou por dez anos na Comunicação Institucional da PETROBRAS, onde foi coordenadora do Núcleo de Eventos e Ações Promocionais para o Nordeste; e por mais de dois anos na Unidade de Assessoria Institucional da sede do SEBRAE em Brasília. Na iniciativa privada, prestou consultoria em Responsabilidade Social para as empresas Braskem e VIABAHIA. Na gestão pública, foi assessora de comunicação e depois técnica da Coordenação de Povos e Comunidades Tradicionais na SEPROMI. Desde 2017 assumiu a diretoria geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura e responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas para as linguagens artísticas

Clever Alves Machado (MG) – Servidor Público Estadual, Graduado em Pedagogia pela Universidade de Uberaba, Mestre em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local pela Centro Universitário UNA.  Pós-graduado Especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, Pós-graduado Especialização em Direitos Humanos pelo Centro Universitário Claretiano, Pós-graduado Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Vice-presidente do CONEPIR – Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial

10/11 – 10:00 às 12:00 – Estrutural, Institucional e Individual – que racismo é esse?

Como dito pelo professor Silvio Almeida, os adjetivos institucional e estrutural representam dimensões específicas do racismo, com significativos impactos analíticos e políticos. Discutir tais dimensões no contexto de agendas antirracistas se torna essencial para o enfrentamento às discriminações e erradicação das violências. Só é possível dar solução a um problema se analisarmos o que compõe sua existência. O eixo Estrutural, Institucional e Individual – que racismo é esse? traz professores e estudiosos com experiências nos vários campos do saber para colocar em evidência o que nos leva a eliminar pessoas negras das instâncias de tomada de decisão. Qual o papel do indivíduo na inter-relação estrutura e instituição?

Rosane Borges (SP) – Jornalista, pesquisadora do Colabor (ECA-USP), articulista da revista Istoé. Autora de diversos livros, entre eles: Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro, Mídia e racismo, Esboços de um tempo presente e Fragmentos de um tempo presente 

Markim Cardoso (MG) – é Filósofo, Mestre em História Social pela UFMG. Militante do Movimento Negro e presidente do Instituto Hamilton Cardoso. Professor de Introdução a História da África e Pesquisador das Culturas negras

Mediadora: Jana Janeiro (MG) – Jana Janeiro, mulher, negra e educadora social. Formada em Turismo, pós-graduada em Gestão Cultural e pós graduanda em História e Cultura Afro-brasileira e Indigena. Co-fundadora da Casa Quilombê, projeto sociocultural de intercâmbio  da cultura quilombola por meio da Educação, Arte, Cultura e Turismo. Criadora do Ateliê Pele Preta, coletivo criativo negro que tem como pauta a produção preta.   Pesquisadora nas áreas de patrimônio cultural e comunidades tradicionais.


10/11 – 19:00 às 21:00 – Diversidade e Inclusão = Proporcionalidade e Integração?

O artigo 1º da Declaração Universal da UNESCO sobre a diversidade cultural afirma: Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é tão necessária para o gênero humano como a diversidade biológica o é para a natureza. Daqui partimos para a compreensão dos atuais temas sobre Diversidade e Inclusão nas instituições. Seja da perspectiva pública, lugar em que a diversidade garante pluralidade de ações ou na iniciativa privada, que garante acesso, reconhecimento e avanços econômicos, a diversidade e a inclusão só se tornam reais se for possível a garantia de proporcionalidade e integração. O eixo Diversidade e Inclusão = Proporcionalidade e Integração? traz mulheres gestoras de diferentes setores para contar suas experiências.

Mônica Cássia (MG) – Mestranda em Administração Pública pela Fundação João Pinheiro. Graduada em Comunicação Social, com especializações em Gestão Social e Gestão de Projetos. Gestora de Projetos Sociais em Instituições do Terceiro Setor. Co-Fundadora e Coordenadora de Projetos da Associação Visibilidade Feminina. 

Viviana Santiago (SP) – Atua há mais de 13 anos  no terceiro setor, em organizações internacionais com foco em promoção de direitos. Atualmente é Coordenadora de Diversidade e Inclusão numa das maiores Instituições Culturais do Brasil, o Instituto Moreira Salles, é  e colunista no Portal Lunetas e na Revista AzMina. Conselheira do Serenas e do Fashion Revolution Brasil. Mestranda na Universidade Europeia do Atlântico, um máster em resolução de conflitos em negociação, Defensora de Direitos Humanos, Professora e mãe de João Marcos.

Mediadora: Viviane Araújo Pereira (MG) – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental | Fundação João Pinheiro, Graduanda em Ciências Sociais | UFMG, Pós-graduada em Gestão   Estratégica de Negócios | USP, Pós-graduada em Estudos Diplomáticos | CEDIN, Especialista em Neuropsicologia | Ciências Médicas e Membro da Coordenadoria Estadual de Igualdade Racial

11/11 – 10:00 às 12:00 – Capitalismo stakeholder e a Economia Criativa – quais são as partes interessadas?

Impulsionados pela necessidade de transformação que as novas gerações, as questões climáticas e as legislações têm provocado na sociedade, as grandes empresas estão migrando do capitalismo de acionistas para o capitalismo de stakeholders. O ESG – Environmental, social and corporate governance ou, em português, o ASG – Ambiental, Social e Governança se tornou estratégia de sustentabilidade. Para alguns, uma revolução! Grande parte dos mantenedores das instituições culturais tem como premissa o uso do ESG em suas estratégias de crescimento. O eixo Capitalismo stakeholder e a Economia Criativa – quais são as partes interessadas? faz um convite para olharmos a extensão das ações e lança a pergunta: instituições culturais são partes interessadas nas estratégias desenvolvidas por suas mantenedoras? Há diversidade e inclusão nas instituições culturais apoiadas?

Gilberto Costa (Giba) (SP). Com 52 anos, formado em ciências contábeis pela UERJ no Rio de Janeiro, com MBA em Finanças pelo IBMEC em São Paulo e Pós-Graduação em Estratégia Empresarial pela FGV SP. Nascido e criado em Duque de Caxias, estudei a vida toda em escola pública, sem acesso a curso de idiomas ou escola particular. Entrei no mercado financeiro em 1993 onde atuo até hoje, acumulando a Diretoria Executiva do Pacto de Promoção da Equidade Racial.

Participante – ID-BR (falta minibio)

Carolina Nascimento (RJ) – Filha da Dona Silva, sua principal referência. É casada, mãe, e atua como Especialista técnica em relacionamento com povos indígenas e comunidades tradicionais e lidera o Grupo de Afinidade de Equidade Étnico-Racial da Vale. Administradora por formação, possui mais de 15 anos de experiência na gestão pública federal, em especial com políticas públicas para povos e comunidades tradicionais. Participou do processo de reconhecimento da Serra da Barriga- Quilombo dos Palmares como Patrimônio Cultural do Mercosul.

Mediador: Karla Danitza (MG) – Produtora e Programadora Cultural com formação em Gestão para OSC pela Faculdade de Políticas Públicas/UEMG e especialização em Design para a Sustentabilidade pelo Gaia Education. Realizou exposições, fóruns e festivais, como: FID, FAN, FINIT/Inforuso, Bienal de Arte Digital, a exposição NDÊ!  para o MHAB, Apps For Good – Lisboa, foi curadora para a She ‘s Tech Conference 2020 e foi Coordenadora de Programação Cultural no MM Gerdau. Sócia-criadora da Ponte Agencia de Cultura, uma agência que busca contribuir para o enegrecimento da gestão cultural.

11/11 – 19:00 às 21:00 – Descentralização, democratização e as insurgências periféricas na cultura.

Distantes dos centros e guardados na diversidade das periferias, instituições culturais, movimentos e indivíduos vêm, ao longo de suas histórias, sendo re-existentes. Participantes ou não das políticas de descentralização e democratização, atuam em seus territórios dando continuidade aos saberes ancestrais, criando novas tecnologias de existência e provocando, na radicalidade ou no diálogo, a chamada às transformações. Nas movimentações de suas ações, deixam de ser objetos e passam a ser sujeitos de suas histórias. Aquilombam-se! O eixo Descentralização, democratização e as insurgências periféricas na cultura traz pessoas gestoras de diferentes lugares do Brasil para compartilhar suas experiências e abrir o debate: qual o lugar do aquilombamento?

Josemeire Alves (MG) – Josemeire Alves é Doutora e Mestra em História (UNICAMP), Profa. Orientadora (FLACSO-Brasil), Gestora Institucional da @casa_dobeco. Co-curadora das Exposições “NDÊ! Trajetórias Afro-Brasileiras em Belo Horizonte” e “Palácio da Liberdade, Leituras Negras” (juntamente com Lisandra Mara Silva). Integra também a Rede de Historiadorxs Negrxs e o GT – Emancipações e Pós-Abolição em MG.

Fabio Santos – gestor (AM) – Produtor, Professor e Pesquisador no Amazonas, Fábio Moura atualmente cursa o Doutorado em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais, é Mestre em Letras e Artes e Licenciado em Teatro, ambas pela Universidade do Estado do Amazonas. Na sua atuação profissional destacam-se o seu desempenho como diretor cênico e produtor cultural. É co-fundador da Panorando Cia e Produtora, com a qual já idealizou e realizou dezenas de eventos culturais em formatos presenciais e virtuais, alcançando mais de 15.000 pessoas. Entre esses eventos, destacam-se o “Festival 5 Minutos em Cena”, “Encontro de Hip Hop no Norte”, “Curso de Criação Cênica” e “Arte no EJA/Manaus”. Em 2018, recebeu uma Menção Honrosa da Federação de Teatro do Amazonas como símbolo de Resistência Teatral no Estado.

Ely Batista – produtor cultural (BA) – Elialdo Batista dos Santos Júnior, nome artístico Ely Batista, essencialmente artista PRETO e de CANDOMBLÉ, natural de Alagoinhas-BA. Residente em Salvador-BA. Graduando no Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB CECULT/SANTO AMARO-BA. Ely Batista é trabalhador da cultura no Brasil. Atua como produtor, agente cultural e pesquisador de políticas culturais. Desde 2016, promove ações de produção artística por meio de festivais de artes, espetáculos teatrais, exposições e projetos audiovisuais. Dentre suas produções destacam-se os espetáculos Rosas Negras e Big Chop uma Ebó Feminegra; e os festivais SEMANA DA DANÇA DE ALAGOINHAS e ÌYÁ’S FESTIVAL DE ARTE DE MULHERES NEGRAS, onde realiza a produção executiva.

Mediador: Cristiano Cezarino – Cenógrafo e Arquiteto. Professor adjunto na Escola de Arquitetura da UFMG e no Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas-Artes da UFMG. Doutor e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Arquitetura. Possui diversos trabalhos desenvolvidos para teatro, cinema, tv, eventos e exposições, sendo alguns desses premiados. Possui artigos publicados em diversos periódicos. Líder dos grupos de pesquisa CNPQ Africanidades e a Cidade. Coordenador do projeto de Extensão Barracão UFMG. Coordenador do Museu da Escola de Arquitetura da UFMG. Membro do Scenography Working Group da International Federation of Theatre Research (IFTR). Seu trabalho opera na interface entre o espaço e a performance. Atualmente trabalha em duas linhas de pesquisa. A primeira aborda as epistemologias afro-brasileiras e suas relações com a arquitetura, o urbanismo e o design. A segunda, o design do espaço da performance como uma prática especial relacional tendo como foco a produção contemporânea da cenografia.


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