Competências comportamentais são mais valorizadas na seleção de jovens talentos

Plataforma de recrutamento Abler firma parceria com empresa de desenvolvimento de pessoas para desenvolver estas habilidades com vistas a melhorar as chances de colocação

A opinião é praticamente unânime entre empregadores e selecionadores, os candidatos atualmente são avaliados mais por suas competências comportamentais, as chamadas soft skills, do que pelos conhecimentos técnicos, também denominados hard skills.


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Para Alisson Souza, CEO da Abler, startup criada por profissionais das áreas de Recursos Humanos e Tecnologia com o objetivo de conectar empresas e candidatos de forma simplificada, um profissional que não trabalha as suas competências comportamentais, que não tem inteligência emocional, autoconhecimento, não investe em seu desenvolvimento pessoal, pode sofrer diversos impactos ao buscar uma colocação. “O mercado de trabalho é muito dinâmico, mudanças acontecem o tempo todo e nenhum profissional, por mais qualificado tecnicamente que seja, se ele não tiver inteligência emocional para lidar com essa dinâmica, para lidar com tudo que acontece nas empresas diariamente, ele não vai conseguir permanecer no trabalho, nem seguir uma linha na sua carreira”, adverte.

Segundo Alisson, as soft e as hard skills andam juntas e o profissional precisa trabalhar o seu emocional para conseguir desempenhar suas funções técnicas da melhor forma.

Para auxiliar os candidatos a desenvolverem essas competências, a Abler firmou parceria com a Modho, empresa mineira de treinamento e desenvolvimento pessoal e profissional, fundada em 2017, para oferecer uma preparação intensiva aos candidatos, desde as habilidades emocionais até as técnicas.

A Abler tem uma base de mais de 2,7 milhões de candidatos de todo o país, de diferentes áreas, funções, segmentos, idades e, diante da confiança depositada por eles na plataforma, Alisson vislumbrou a possibilidade de oferecer algo em troca para essas pessoas. “O Programa Jovens Talentos visa preparar os iniciantes para as demandas das empresas por conhecimentos voltados ao mundo digital”, pondera o empresário.

Mario Oliveira, CEO da Modho, afirma que as instituições de ensino têm tido dificuldades para trabalhar as habilidades emocionais, principalmente, no pós-pandemia, não indo além do programa curricular. “Firmamos parcerias com universidades que queiram complementar seu programa pedagógico com o desenvolvimento das habilidades e inteligência emocional, essenciais para esse jovem futuro profissional manter-se no mercado de trabalho”, informa.

De acordo com Alisson, são inúmeras profissões que surgiram com o processo de transformação digital das organizações. O closer, especialista em fechamento de vendas para apoiar a equipe comercial; programadores; especialistas em marketing digital e mídias sociais; produtores de conteúdo; estrategistas digitais; webdesigners, o que exige uma preparação para essa demanda do mundo digital.

Ainda segundo o CEO da Abler, a pandemia da Covid-19 acelerou a adaptação das pessoas ao mercado digital, especialmente com a adoção do trabalho remoto. Empresas inteiras migraram para o home office, as pessoas passaram a conviver e trabalhar com pessoas de outros estados, outros países. “Acredito que a pandemia abriu muitas portas para os candidatos, com muitas possibilidades de troca. E muito ligado a isso, vem a questão da inteligência emocional. Nesse mundo mais remoto, é muito importante as pessoas desenvolverem seu autoconhecimento para lidar com diversas situações”, finaliza Alisson.

Sobre a Abler

Por quase dez anos, os fundadores atuaram no setor de recursos humanos. Essa bagagem trouxe experiências, vivências e principalmente, um olhar tecnológico sobre as dores do setor. No ano de 2016, a inconformidade com as necessidades da área de RH os impulsionou a iniciar a criação da Abler, desenhando um software de recrutamento e seleção olhando para as maiores dores da área.  Nestes quatro anos, a Abler já conquistou mais de 250 clientes por todo o Brasil e mais de 40 mil vagas já foram fechadas através da plataforma, conquistando um tempo médio de 7 dias para o fechamento de vagas. Hoje, o software disponibiliza um banco de talentos mais completo, sendo mais de 2,7 milhões de profissionais cadastrados.

Sobre Alisson Souza

Apaixonado por inovação, negócios digitais e R&S, Alisson trabalha há 15 anos no mercado de Tecnologia, sendo os oito últimos no mercado de Recrutamento e Seleção, quando exerceu o cargo de gestor de Tecnologia da Informação em uma das maiores consultorias de Recrutamento e Seleção do Brasil. É pós-graduado em Startups e Future Management pela HSM University. No final de 2017 cofundou a Abler, plataforma para Recrutamento e Seleção (SaaS – ATS) 100% focada no aumento de produtividade e consequentemente na redução do tempo de fechamento das vagas. Neste negócio já auxiliou mais de 260 clientes a fechar 40 mil vagas na média, em oito dias.

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